“O corpo aguenta o que está acostumado”
Yasutaka Tanaka

Atualmente, estamos vivendo um mundo muito superficial e individualista, onde deixamos de nos preocupar com o próximo para seguir em frente. Essa nova “habilidade” vai se fortalecendo à medida que o tempo passa e os cuidados e preocupações se tornam cada vez menos relevantes. Estar atento a essas mudanças comportamentais o quanto antes fará toda diferença.

Os que não tiverem intenção para tal, em algum momento irá sucumbir, pois a vida agitada se torna superficial e sem um propósito maior. Uns adoecem e morrem, outros sobrevivem com doenças invisíveis, como a depressão, e quando estão sozinhos não lidam bem com o grande vazio.

Um exemplo disso é a quantidade de pessoas morando na rua. No início esse aumento foi assustador, mas como os níveis de ameaça se tornaram baixos, muitas vezes nem percebemos alguém dormindo ali no chão duro. Talvez o que chame mais a atenção é a violência, locais onde é comum ter tiroteio, dependendo do barulho, as pessoas continuam andando como se nada tivesse acontecendo. O que passa na sua cabeça quando você se dá conta disso?

Uma vez, eu estava andando na rua e um garoto (mal encarado por sinal) tentou me vender uma bananada. Eu nunca compro deles nessas condições. Vários pensamentos surgem nesse momento, mas um deles me chamou a atenção que foi a imagem de uma senhorinha falando para ele parar de pedir dinheiro e trabalhar vendendo bala para ter mais dinheiro. Nesse dia específico, eu estava com pressa, disse não e passei direto, porém tive a oportunidade de ouvir o comentário dele:

“Não é possível, ninguém compra essa porcaria, que saco!”

A partir desse momento, vieram vários insights sobre o assunto e o principal, como banalizamos certas situações que trazem problemas muito piores lá na frente. Provavelmente, esse garoto vai parar de vender e voltar a roubar. Isso pra mim é muito óbvio, visto que ele tem as mesmas necessidades que eu, mas eu posso comprar algumas delas, enquanto ele não pode comprar nada!

A questão é… o que fazer? O foco desse post é apenas parar um pouco para refletir em como banalizamos certas situações que podem trazer muitos problemas, porém deixamos passar como se não fosse nada relevante. Os exemplos são situações mais grosseiros de percepção, mas podemos aperfeiçoá-los em situações mais sutis como o quanto julgamos as pessoas em função de um raciocínio que geralmente é influenciado pelos pensamentos e emoções.

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